sábado, 9 de setembro de 2017

Mascaras mexicanas em Lisboa

Do Carnaval à Luta Livre. Máscaras e Devoções Mexicanas no Museu de Lisboa.

Mais de 250 máscaras mexicanas, além de revistas de banda desenhada, videos, posters e fotografias de lucha libre.

Até 1 de Outubro 2017

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Bergman no Nimas de novo



O Nimas recomeçou o ciclo dedicado a Ingmar Bergman. Até 13 de Setembro passarão pela (desconfortável) sala do Nimas
O Olho do Diabo (29),

Rumo à Felicidade (30),
O Rosto (31),
Luz de Inverno (1),
Mónica e o Desejo
(2),

O Sétimo Selo (3),
A Força Do Sexo Fraco (4),
Uma Lição de Amor (5),
Morangos Silvestres (6),
O Silêncio (7),
Um Verão de Amor (8),
Sorriso de Uma Noite de Verão
(9),

Sonata de Outono (10),
A Máscara
(11),

Cenas Da Vida Conjugal (12) e
Fanny e Alexandre (13).

Não sei se sabem, nem sei se vos interessa, mas A Máscara (Persona) é o filme da minha vida.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Valerian


Um dos heróis mais bem sucedidos da escola franco belga dos anos 60-70 (Tintin/ Spirou/
Pilote), Valerian chega ao cinema muito tarde, e muitos espectadores mais jovens poderão ser levados a pensar que as aventuras do agente espácio-temporal são inspiradas na Guerra das Estrelas ou na Marvel.
Valerian surge como uma espécie de resposta francesa aos filmes de super-heróis ou de aventuras espaciais americanos, mas a verdade é que, conhecendo a BD, muitos dos monstrinhos da Guerra das Estrelas parecem ter sido retirados dele.  
Paternidades à parte, as aventuras de Valerian e Laureline perderam muito da magia (porque aquilo nunca foi verdadeiramente ficção científica, convenhamos) e do romantismo da BD original e Luc Besson - o realizador escolhido,  experiente nestas coisas de efeitos especiais - acrescentou umas cenas de perseguição e porrada para agradar o público mais jovem, e não se saiu mal de todo, dados os constrangimentos (que obrigaram também a que o filme fosse falado em inglês); conseguindo mesmo alguns bons momentos, como as dimensões que atravessavam o mercado negro, o casamento de Laureline (porrada à parte), ou o show da Rihanna, sendo de lamentar as tão curtas aparições de Herbie Hancock. Excelente é o monstrinho que caga pérolas e outros preciosidades, e os três impagáveis shingouz, mas esses são mesmo originais de Mezieres e Christin.
Não estava à espera de um grande filme e diverti-me. Fico à espera do próximo. 

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Paterson

Paterson
Paterson é a história de um condutor de autocarros que escreve poemas. Sem perseguições de automóveis, sem pancadaria, sereno, poético, rigoroso, Paterson, o filme de Jim Jarmusch é um dos mais belos filmes do ano.

(Atenção: o filme já está em exibição nas salas nacionais há um mês, pelo que já deve estar a sair) 
 

sábado, 27 de agosto de 2016

EVOA - Rapinas Noturnas

Corujas das Torres - Sessão de Observação de Rapinas Noturnas no Estuário do Tejo II - 20 de Agosto - EVOA - Lezíria.
Mas também íbis pretas, flamingos, patos reais, mergulhões, garças brancas, garças reais, garças boieiras, colhereiros, pernilongos, andorinhas, alvéolas, combatentes, e não me recordo que mais.

EVOA

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Uma aventura com o meu filho (5)




Vila Nova de Foz Côa é uma terra triste. Envelhecida, mal envelhecida, acusa todos os males da desertificação e da emigração forçada, e não parece ser capaz de valorizar o pouco (muito) que tem. Foz Côa não tem oferta de hotelaria ou de restauração, e o município está tão pouco preparado para o turismo quanto os habitantes. Um hotel, uma hospedaria, um albergue de juventude e algumas casas de turismo rural nas redondezas e um único restaurante – a primar pela vulgaridade - no centro e alguns outros dispersos, com horários estranhos. A vila está degradada, revelando um desleixo que não se compreende, com um pequeno núcleo histórico mal tratado. Pode apontar-se a pobreza da região ou a falta de dinheiro para recuperar as casas velhas atingidas pelos males do tempo ou da emigração, mas tudo o que se revela em Foz Côa do inqualificável espólio pré-histórico, são uns candeeiros de gosto duvidoso. Dir-me-ão que é uma observação injusta e que eu não conheço a real situação financeira da vila, mas esta é a observação que um forasteiro pode fazer. Mas porque é que o posto de turismo fecha às 17.30 no pico do turismo? - Vila Nova de Foz Côa ignora as gravuras e quase toda a pouca oferta turística é deixada para o investimento exterior.

É difícil comer em Foz Côa. Dir-me-ão que não existem restaurantes porque não existe procura no resto do ano, mas eu não compreendo como os poucos tascos abertos apenas têm para oferecer cerveja, café e batatas fritas de pacote. Qual é o investimento necessário para ter pão, presunto e queijo? Em qualquer ignota aldeia espanhola é possível picar das oito da manhã às duas da madrugada (com excepção para a hora da siesta), mas em Foz Côa a pouca oferta resume-se a uns poucos restaurantes com cadeiras e mesas feias - de plástico e oferecidas por uma qualquer marca de cerveja -, com horários rígidos e pratos de secretos e hambúrgueres, com fecho semanal no único mês do ano em que têm clientes. Produtos locais, horários generosos, uns simples petisquitos: nada! E lamentam-se!

A oferta de camas é ridícula, obrigando à realização de visitas relâmpago, organizadas a partir de empresários exteriores: o único sítio para dormir que encontrámos foi um último quarto no albergue de juventude! – É a pescadinha de rabo na boca: não existe oferta porque não há procura e não há procura (ela existe, mas é deixada para o exterior) porque não há oferta.

Não existem empresários locais com discernimento para investir no turismo local, e a edilidade não quer saber do turismo da cultura para nada e o pouco de animação que existe na região parece resumir-se às festas religiosas que se centraram todas no mês de Agosto, com procissão, folclore, bandas pimba e bailaricos. Não estava propriamente à espera de concertos de Jazz ou de música clássica, mas parece-me que quando se promove a indigência, a indigência tem tendência para prevalecer. 

Vila Nova de Foz Côa não é uma vila agradável de visitar. Vila Nova de Foz Côa não gosta das gravuras pré-históricas. Não aconselho as grandes excursões, porque a visita às gravuras e ao museu merecem uma observação demorada e atenta, mas a reserva prévia de dormida e um farnel parecem-me avisados.

À procura das ruínas do acampamento romano fomos parar a Allariz, uma cidade galega de que creio nunca ter ouvido falar antes. Cidade pequena, de património granítico valorizado, com imensa vida e turismo eficiente. Não vale a pena descrever-vos o que é um fim de tarde no centro da cidade (uma qualquer localidade espanhola, seja galega, andaluz ou catalã – e deve ser provavelmente o que os une), com toda a gente a beber e a petiscar na rua, mas há uma vida e um entusiasmo naquela peculiar forma de viver – de estar - que contrasta com o nosso.

Depois o contraste prolonga-se por tudo. De Vila Real a Chaves fomos pela autoestrada – a pagar, claro -, e entrámos em Espanha por uma muito boa estrada que se dirigia a Orense – grátis, claro. Descemos de umas ruínas romanas num pequeno aglomerado de casas, mas com um museu dedicado às ruínas, por uma estrada terciária, mas cuidada e sinalizada, para entrar em Portugal por um caminho de cabras. O contraste é de gargalhada. Uns quilómetros abaixo localiza-se o misterioso mosteiro de Pitões de Júnias. À entrada, um grande cartaz avisa os visitantes do risco de ruir das pedras seculares (anteriores à nacionalidade) do mosteiro…